Mr. Mulder


Quarta-feira, Julho 27, 2005:

Os nossos "cães"

Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira:

"Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando".

Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu:

"Aquele que eu alimento mais freqüentemente..."

Trazer para a consciência o processo de escolha faz com que nos tornemos responsáveis pelos nossos pensamentos, sentimentos e ações, deixando assim de culpar o mundo exterior a nós.

(http://www.cca.org.br/biblioteca.php?opid=historias&id=9)

Comentem. ;-)

RODRIGO BARROS // 11:58 PM Comments:

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Sexta-feira, Julho 08, 2005:

As incertezas

Por um instante vc caminha e as coisas parecem bem. Nenhum empecilho, obstáculo ou barreira se apresentam. Aí, de repente, vc pára, hesita. O chão parece instável, uma neblina paira no ar, vc se desorienta, balança...e até cai. Que incômodo! Como o tempo muda assim de repente, sem aviso prévio?!
Sem aviso prévio?! Huuuum... seria por demais taxativo censurar a vida assim embora concorde que algumas vezes sejamos pegos desprevenidos. Tenho reparado, entretanto, que a vida nos entrega, vez ou outra, alguns cartões de visita sobre as situações em que estamos ou procuramos (consciente ou inconscientemente) nos meter. É como se em cada um deles tivesse escrito algo do tipo: "Ei. Tem certeza?"; "Preste atenção. Olha lá"; "Fique alerta aos sinais que lhe passo" e semelhantes. O curioso disso é que, quando algo ocorre e nos frustra, lamentamos pelos objetivos inalcançados. Detalhe: ao vasculharmos o bolso, encontramos os tais cartões.
O que é pior? Constatar a desatenção ou o lástimo da teimosia? Independente da respota, o resultado é sempre o mesmo: o constrangimento pelo que escapou aos dedos. É a revolta do goleiro pela bola que passou por debaixo do braço ou do atacante que a vê raspando à trave. "Um pouco mais e conseguiria" é o que pensam. Era de apenas um pouco o de que precisavam.
E de todas as ações que precisamos executar em nossas vidas a mais penosa é a de fazer escolhas. Esquerda ou direita, camisa branca ou preta, SIM ou NÃO, tentar ou não tentar? Pra ficar ainda mais difícil e angustiante, ao escolher uma perdemos o desenrolar dos acontecimentos sobre a outra. Situações assim dão forma ao sufocante "E se...?". É uma dicotomia de matar. Queremos possuir, ter, fazer, estar, buscar, ir, voltar, ser, realizar. E o que nos impede?! O tempo, o dinheiro, as pessoas, nós mesmos, o fato de sermos apenas um e não dois ou mais...
"Viva!". Tenho ouvido (e principalmente lido) muito isso ultimamente. É útil e necessário. Mas viver pode ser complicado e ameaçador se não olhamos onde pisamos. A mina, se houver, pode explodir a qualquer momento sob nós. Mas focalizar o chão constantemente pode ser chato pois não apreciaríamos a paisagem ao redor, além de perder o friozinho na barriga que dá o tom de toda boa aventura.
Que vivamos, então! Vamos colocar os óculos e andar. E não nos preocupemos se as lentes ficarem embaçadas. Vamos dar alguns passos mesmo assim, só para sentir como é. Mas fiquemos alertas tb para quando surgirem cartões de visita. Afinal, a gente nunca sabe quando precisará dos serviços que eles oferecem até que surja uma oportunidade. ;-)

RODRIGO BARROS // 8:45 PM Comments:

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Meu humor atual - i*Eu

::De lado::

Nome: Rodrigo Barros

Níver: 05/03 (1982)

E-mail: sou tímido demais para dizer.

Gosto de: conversar, fazer amigos, ajudá-los e debater idéias.

Odeio: hipocrisia, falta de consideração, pessoas cheias de "marra" e chá de boldo.